Corinthians e Cascavel vencem na Liga Nacional de Futsal

A noite desta segunda-feira (31) teve a emoção de dois jogos na Liga Nacional de Futsal (LNF). No primeiro deles, o Corinthians venceu, por 6 a 3, o Praia Clube pelo grupo A da competição. O Timão se recuperou da derrota na primeira rodada e conquistou seu primeiro triunfo na edição 2020, dentro do ginásio Wlamir Marques, em São Paulo. No outro jogo pelo grupo B, o Cascavel estreou no torneio vencendo, de virada, o duelo paranaense, por 2 a 1, contra o Marreco, em Francisco Beltrão (PR).

A goleada corintiana começou a ser construída no primeiro tempo. Com 5 minutos, o Alvinegro paulista vencia por 2 a 0 com gols de Henrique e Igor. Os mineiros descontaram com Zazá e empataram com Murilo, em tiro livre após a quinta falta adversária, antes do intervalo.

Na etapa final, Jackson Samurai recolocou os anfitriões na frente. Guilhermão entrou no jogo e ampliou. Instantes depois, Batalha fez o quinto e Samurai novamente chegou ao sexto. Quase no fim da partida, Murilo anotou mais um para o Praia e diminuiu o placar.

O Timão estreou com derrota para o Magnus Sorocaba, por 7 a 4, na última sexta (28), também em casa. O Praia, por sua vez, largou na LNF com um empate por 1 a 1 com o Real Brasília, na capital federal. A equipe de Uberlândia (MG) fez a segunda partida consecutiva longe de seus domínios.

No Paraná, o Marreco saiu na frente, aos 10 minutos do primeiro tempo, com Paulo Felipe. O Cascavel chegou ao empate só aos 12 do segundo tempo com Carlão, e a virada viria a um minuto do fim com Alexandre.

O jogo marcou a estreia do Cascavel na LNF, a equipe esteve em quadra pelo Campeonato Paranaense na última quarta (26), vencendo o Chopinzinho por 3 a 0. Já o Marreco soma a segunda derrota consecutiva. No último dia 23, foi derrotado por 2 a 0, para o Atlântico, em Erechim (RS).

Veja a classificação atualizada da LNF.

Série B: Guarani e Oeste empatam na abertura da 7ª rodada

Empate que não foi bom para ninguém. Guarani e Oeste abriram, nesta segunda-feira (31), a sétima rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. As duas equipes precisavam da vitória para se distanciarem das últimas posições, mas o resultado de 1 a 1, no Brinco de Ouro da Princesa, foi uma ducha fria nas pretensões dos times.

Com o resultado, o Guarani chegou a 4 pontos conquistados, e momentaneamente ocupa a 15ª posição. Dependendo dos resultados dos jogos de quarta-feira, o Bugre pode terminar a rodada na zona do rebaixamento. O Oeste agora soma três pontos e ainda não venceu na competição. O Rubrão é o penúltimo colocado.

O primeiro tempo foi morno. O Guarani apostou no toque de bola para tentar envolver o adversário, mas esbarrou nos próprios erros e em uma defesa que se mostrou sólida. O Oeste preferiu esperar o Bugre no início do jogo e foi se soltando aos poucos. Nos minutos finais da primeira etapa, o Rubrão criou a melhor chance, em um chute de fora da área de Fabrício Oya que parou na boa defesa de Rafael Pin.

O Guarani voltou melhor no segundo tempo. Logo aos 6 minutos, Lucas Crispim abriu o placar. Ele cobrou falta com perfeição, no ângulo esquerdo do goleiro Luiz. O Oeste começou a reagir abusando das bolas aéreas lançadas por Mazinho. De tanto insistir em cobranças de escanteio, o Rubrão empatou. Aos 29 minutos, Mazinho jogou a bola na área e o zagueiro Sidimar completou de cabeça para o fundo do gol.

Após o empate, nenhuma equipe teve forças para impor o ritmo de jogo e sair com os três pontos do Brinco de Ouro da Princesa. Na próxima rodada, o Guarani enfrenta o Operário sábado (5), às 19h, no Germano Krüger. Já o Oeste recebe o Juventude no mesmo dia, às 11h, na Arena Barueri.

Veja a classificação atualizada da Série B do Brasileiro.

Corinthians vence Flamengo no Brasileiro feminino

Não deu nem para respirar. Com 14 segundos de jogo, o Corinthians abriu o placar contra o Flamengo para iniciar a vitória de 3 a 1, na partida que fechou a sexta rodada do Campeonato Brasileiro Feminino. Com a vitória, o Timão pulou da quinta para a segunda posição na classificação, com 15 pontos, mesma pontuação do líder Santos. Já o Rubro-Negro permanece com 7 pontos, e termina a rodada na 12ª colocação.

A partida começou em um ritmo alucinante. Em apenas 10 minutos, o Corinthians já vencia por 2 a 1. O primeiro gol saiu aos 14 segundos. Vic Albuquerque roubou a bola, avançou e chutou forte de perna direita para vencer a goleira Kaká e fazer o primeiro do jogo. Foi o gol mais rápido da história do Brasileirão Feminino.

“Fico feliz em roubar a bola mais rápido do que a gente imaginava, consegui fazer o gol. Mas o nosso esquema é esse. A gente quer roubar a bola o mais rápido que consegue para chegar mais perto do gol com poucas jogadoras do time delas no campo de defesa. Fico feliz, tenho conquistado algumas coisas recentemente, estou muito feliz pelo futebol que estou desempenhando. Devo muito à minha equipe, aos treinamentos e sou muito grata a Deus por conseguir fazer o que venho fazendo”, disse Vic Albuquerque no intervalo da partida.

O segundo gol não demorou a sair. Aos 9 minutos, Adriana recebeu lançamento longo e finalizou com tranquilidade para ampliar. O Flamengo reagiu no minuto seguinte, com Jayanne. Mesmo diminuindo o placar, o Corinthians continuou melhor na partida, só que esbarrava nas boas defesas da goleira Kaká. Aos 27 minutos veio o gol que decretou a vitória. Andressinha recebeu passe de Juliete e tocou com categoria para fechar o placar: 3 a 1.

O Flamengo começou o segundo tempo partindo para cima do Corinthians. Aos 2 minutos, Ana Carla acertou o travessão adversário. Um minuto depois, Jayanne, de cabeça, obrigou Lelê a fazer boa defesa. Aos poucos, o ímpeto Rubro-Negro foi diminuindo e o Corinthians conseguiu controlar a partida até os minutos finais para conquistar a quinta vitória em seis partidas no Campeonato Brasileiro.

Na próxima rodada o Corinthians recebe o Cruzeiro, segunda-feira (7) às 19h no Parque São Jorge. O Flamengo vai até Manaus enfrentar o Iranduba, domingo (6) às 16h na Arena da Amazônia.

Veja a classifiação atualizada do Brasileiro Feminino.

Botafogo dispensa três jogadores

O Botafogo dispensou três jogadores do time profissional nesta segunda-feira (31). Por nota oficial, o Alvinegro carioca comunicou a decisão: “Através do Comitê Executivo de Futebol, comunica que os atletas Cícero, Ruan Renato e Danilo Barcelos não farão mais parte do elenco (….). O Clube recebeu uma solicitação pessoal do lateral-esquerdo Danilo Barcelos, que deseja se transferir para outro clube do futebol brasileiro, e acertou o término do seu vínculo profissional”.

Algumas horas depois, o Fluminense confirmou, em postagem nas redes sociais, a contratação de Danilo, que também já atuou pelo Vasco no Rio de Janeiro. A nota oficial botafoguense termina agradecendo aos atletas pelo profissionalismo, dedicação e seriedade, além de desejar sucesso nos futuros desafios.

Aos 36 anos, Cícero ainda não foi anunciado por nenhum clube. A saída do Glorioso deve-se ao salário do meia-atacante, considerado alto pelos executivos alvinegros. Já Ruan Renato, com 26, só atuou em quatro partidas vestindo a camisa do Botafogo.

Veja a classificação atualizada da Série A do Brasileiro.

Orçamento de 2021 eleva investimentos para R$ 28,7 bilhões

A proposta do Orçamento de 2021, enviada hoje (31) ao Congresso, destina R$ 28,665 bilhões de investimentos. O valor é R$ 10,38 bilhões superior aos R$ 18,285 bilhões reservados no Orçamento de 2020. O texto manteve a verba de R$ 2 bilhões para o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Segundo a Secretaria de Orçamento Federal do Ministério da Economia, a verba para investimentos não inclui o Plano Pró-Brasil, programa em discussão no governo para a retomada de obras públicas depois do fim da pandemia do novo coronavírus. Os investimentos estão dentro do limite de R$ 96,053 bilhões de despesas discricionárias (não obrigatórias) previstas para o próximo ano.

De acordo com o Ministério da Economia, o Orçamento do próximo ano dará prioridade a obras e projetos em andamento, que corresponderão a 12,1% das despesas discricionárias. O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece que pelo menos 9,6% dos gastos não obrigatórios devem ser aplicados em empreendimentos em execução.

Para 2021, o Orçamento prevê que os gastos discricionários chegarão a 6,3% das despesas totais, contra 5,8% em 2020. Apesar do aumento na proporção, o Orçamento continuará engessado, com 93,7% das despesas na categoria de obrigatórias.

Dentro das despesas discricionárias, está uma capitalização de R$ 4 bilhões para uma nova empresa estatal que controlará a Itaipu Binacional e a Eletrobras Termonuclear.

Censo

O Projeto da Lei Orçamentária de 2021 (PLOA-2021) manteve a verba de R$ 2 bilhões para o censo do próximo ano. Originalmente prevista para este ano, a pesquisa, que envolve visitas a 72 milhões de domicílios em todo o país, foi adiada para 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus.

A maior parte dos R$ 2 bilhões irão para a contratação temporária de 200 mil recenseadores. O IBGE chegou a abrir o edital de contratação em março, mas o concurso foi suspenso após o início da pandemia. Realizado a cada dez anos, o censo é a maior pesquisa do país, com os resultados usados na formulação de políticas públicas.

Inicialmente, o censo teria dotação de R$ 3,4 bilhões, mas a presidente do IBGE, Susana Guerra, determinou um corte de 25% na verba, o que acarretou o encolhimento do questionário, com a retirada de perguntas sobre renda, aluguel, posse de bens e emigração, entre outras. No questionário simples, aplicado em 90% dos domicílios, o número de perguntas caiu de 34 para 26. No questionário completo, de 112 para 76.

Governo inicia campanha da Semana Brasil 2020 na quinta-feira

Desenvolvida para aquecer as vendas durante a semana em que se comemora a independência do país, a Semana Brasil 2020 começa na próxima quinta-feira (3) e vai até 13 de setembro. A ação reúne lojas de diferentes setores, como alimentação, eletrônicos e eletrodomésticos, que se propõem a oferecer descontos aos consumidores.

Articulada pela Secretaria de Comunicação do governo federal (Secom) em parceria com o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), a campanha traz como lema  “Vamos em frente, com cuidado e confiança”.  A veiculação de anúncios publicitários para atrair a atenção dos consumidores começa nesta segunda-feira (31).

Criada pela Secom em 2019, a Semana Brasil será coordenada este ano pelo Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV). Segundo números levantados pela Ebit/Nielsen, o aumento em transações online durante o evento no ano passado foi de 41%, enquanto vendas no varejo presencial aumentaram 11,3%, de acordo com a Cielo.. “Estamos mobilizando todo o varejo para buscar as melhores formas de viabilizar as ações promocionais. Esta é uma ação totalmente suprapartidária, que trará benefícios para a economia do país como um todo”, afirma o conselheiro do IDV, Marcos Gouvêa de Souza.

“Faremos tudo isso com respeito às normas de segurança sanitária, com empresários e consumidores cientes da importância da manutenção e fomento das relações comerciais, bem como do cuidado com a saúde do próximo”, afirma Fábio Wajngarten, secretário executivo do Ministério das Comunicações.

“[A Semana Brasil] vai priorizar o pequeno e o médio comerciante. A Semana 2020 vai se tornar o ponto de partida de um novo tempo para o comércio, de normalização da relação econômica entre pessoas e empresas. Fizemos uma pesquisa sobre a aceitação da campanha e ela foi enorme. A gente quis fazer uma campanha de duração de 10 dias para que não houvesse nenhuma aglomeração, em parceria com os comerciantes”, afirmou Wajngarten.

Medidas emergenciais do BNDES atendem 200 mil empresas

Duzentas mil empresas, que empregam juntas mais de 6 milhões de pessoas, foram beneficiadas com R$ 61,7 bilhões das medidas emergenciais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para enfrentar os impactos da pandemia do novo coronavírus no país. Do total de empresas, 99% são de micro, pequeno e médio portes (MPMEs). As informações foram divulgadas hoje (31) pela assessoria de imprensa do banco.

Além disso, R$ 20 bilhões foram repassados do Fundo PIS-Pasep, administrado pelo BNDES, para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para permitir que pessoas físicas façam saques emergenciais e destinem parte dos recursos ao consumo, de modo a ajudar a retomada da economia e a dar fôlego aos pequenos negócios. Somando esse valor, o total das medidas emergenciais operacionalizadas pelo BNDES ultrapassou a marca de R$ 80 bilhões. As primeiras medidas foram anunciadas em 22 de março deste ano.

O BNDES destacou o desempenho do Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (PEAC), que proporcionou R$ 30,6 bilhões em créditos garantidos a mais de 35 mil empresas, desde seu lançamento em 30 de junho. Quarenta agentes financeiros já estão habilitados a contratar empréstimos com garantia, que podem variar de R$ 5 mil até R$ 10 milhões. Esses agentes respondem pela decisão final de usar a garantia do programa e avaliar o pedido de crédito, no momento em que estruturam cada uma das operações.

Linhas

Dentre as demais linhas emergenciais anunciadas pelo BNDES com o objetivo de preservar empregos e as atividades econômicas das companhias durante a pandemia, além de viabilizar investimentos no setor de saúde, a linha Crédito Pequenas Empresas, que oferece crédito para capital de giro, superou a previsão inicial de R$ 5 bilhões. Até o momento, já foram aprovados R$ 6,9 bilhões, para apoio a mais de 21 mil empresas.

O Programa Emergencial de Suporte ao Emprego (Pese), que foi relançado no último dia 27, já aprovou R$ 4,6 bilhões em crédito desde março e abril, viabilizando o pagamento de salários de mais de 1,9 milhão de funcionários de 114 mil empresas.

O BNDES promoveu também a suspensão de pagamentos de financiamentos ao setor privado, o que totalizou R$ 12,4 bilhões, beneficiando mais de 28,5 mil MPMEs e 492 grandes empresas.

As ações emergenciais voltadas ao setor público, com orçamento de R$ 4 bilhões, somaram R$ 3,9 bilhões em suspensão de pagamentos de estados e municípios.Por outro lado, o banco acelerou liberações de financiamentos contratados por estados no total de R$ 225 milhões.

Em parceria com 15 instituições financeiras, o BNDES disponibilizou R$ 14,84 bilhões líquidos na Conta Covid, para financiamento ao setor elétrico, de forma a evitar aumento imediato maior das tarifas. Desse total, já foram aprovados R$ 2,7 bilhões.

A ação de financiamento coletivo (matchfunding) destinada à compra de materiais, insumos e equipamentos para santas casas e hospitais filantrópicos Salvando Vidas teve arrecadação de R$ 73 milhões, sendo a metade desse valor aportada pelo BNDES.

O banco informou também que as aprovações do Programa de Apoio Emergencial ao Combate da Pandemia do Coronavírus chegaram a R$ 292 milhões para o setor de saúde e estão contribuindo para a abertura de até 2.868 leitos de enfermariae unidades de terapia intensiva (UTI) e para a aquisição de equipamentos, como 1.500 monitores de acompanhamento médico e 4,5 milhões de ‘kits’ de diagnósticos.

Estruturação

O BNDES comunicou que está em busca de novos modelos para financiar micro, pequenas e médias empresas que precisarem de crédito no processo de recuperação da economia. “Está em curso a seleção de fundos de crédito a MPMEs por canais alternativos (como fintechs ou sistemas de pagamento digital), ampliando o acesso aos financiamentos. O BNDES aportará até R$ 4 bilhões nos fundos, no total”.

Está sendo também estruturado o programa Crédito Maquininhas, de concessão de crédito para micro empreendedores individuais (MEIs), micro e pequenas empresas, garantido pelas vendas futuras por máquinas de pagamento eletrônico. De acordo com o BNDES, a União poderá aportar até R$ 10 bilhões nesse programa.

Segundo dados do Banco Central disponibilizados pelo BNDES, apesar da expectativa inicial de retração do crédito em função da insegurança econômica provocada pela pandemia, aumentou a carteira de operações de crédito para MPMEs na maioria dos setores econômicos. Em julho deste ano, a variação foi positiva em 14,8% para grandes empresas; 12,9% para médias, 21,7% para pequenas; e 24,1% para as microempresas, informou o BNDES.

Covid-19: Pazuello e Fiocruz discutem como acelerar produção da vacina

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, e a presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, discutiram hoje (31) formas de acelerar o cronograma da produção da vacina contra a covid-19 no Brasil. A vacina resultará de acordo entre a Fiocruz, a empresa biofarmacêutica global AstraZeneca e a Universidade de Oxford.

A parceria prevê a assinatura, na primeira semana de setembro, de um acordo de encomenda tecnológica e desenvolvimento de uma plataforma para fabricação de outras vacinas, como a da malária.

Anunciado em 27 de junho pelo Ministério da Saúde, o acordo resulta de tratativas entre os governos do Brasil e do Reino Unido. O governo federal liberou crédito extraordinário de R$ 1,9 bilhão para produção e aquisição da vacina contra a covid-19 produzida pelo laboratório AstraZeneca e Universidade de Oxford. Pelas previsões, as primeiras doses da vacina contra a covid-19 deverão ser distribuídas no início de 2021, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI), que atende o Sistema Único de Saúde (SUS).

No encontro com a presidente da Fiocruz, Pazuello disse que o ministério corre para acelerar o processo e disponibilizar, o mais rápido possível, a vacina que imunizará os brasileiros contra a covid-19. “O governo está investindo todos os esforços para entregar à população uma vacina segura e eficaz, com todo o cuidado e zelo necessários para a vida dos brasileiros.”

Inicialmente, deverão ser produzidas 100 milhões de doses a partir de insumos importados. A produção integral da vacina na unidade técnico-cientifica Bio-Manguinhos tem início estimado para abril do próximo ano.

Segundo Nísia Lima, a Fiocruz está mobilizando todos os recursos tecnológicos e industriais de que dispõe para que a população tenha acesso à vacina no menor tempo possível. “Estamos conversando com a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e parceiros tecnológicos com o intuito de reduzir os prazos de produção, registro e distribuição da vacina”, disse Nísia.

Covid-19: país tem 121,3 mil mortes e 3,9 milhões de casos acumulados

No Brasil, desde o início da pandemia, 121.381 pessoas morreram em função da covid-19. Nas últimas 24 horas, foram registrados 553 novos óbitos. Os dados estão na atualização do Ministério da Saúde divulgada na noite desta segunda-feira (31). Ontem, o painel do ministério marcava 120.868 óbitos. Há 2.708 falecimentos em investigação.

De acordo com o balanço da pasta, o número de pessoas infectadas desde o início da pandemia chegou a 3.908.272. Entre ontem e hoje, as secretarias estaduais de saúde acrescentaram às estatísticas 45.961 novos casos. Ontem, o sistema do Ministério da Saúde trazia 3.862.311 casos acumulados.

Os casos são menores aos domingos e segundas-feiras pelas limitações de alimentação pelas equipes das secretarias de saúde. Já às terças-feiras, o número usualmente tem sido maior pelo envio dos dados acumulados do fim de semana.

Ainda de acordo com a atualização, 689.157 pessoas estão em acompanhamento e outras 3.097.734 já se recuperaram.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 3,1%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 57,8. A incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes é de 1859,8.

Covid-19 nos Estados

Os estados com mais morte foram São Paulo (30.014), Rio de Janeiro (16.065), Ceará (8.409), Pernambuco (7.593) e Pará (6.146). As Unidades da Federação com menos óbitos até o momento são Roraima (587), Acre (612), Tocantins (673), Amapá (661) e Mato Grosso do Sul (862).

Boletim epidemiológico covid-19

Boletim epidemiológico covid-19 – Ministério da Saúde

Sem Renda Brasil, Orçamento eleva em 18% verba do Bolsa Família

A proposta do Orçamento de 2021, enviada hoje (31) ao Congresso, não terá recursos para o programa Renda Brasil, novo programa de transferência de renda em estudo pelo governo, mas elevará em 18,22% a dotação para o Bolsa Família. Segundo o texto, a verba para o Bolsa Família passará de R$ 29,485 bilhões em 2020 para R$ 34,858 em 2021.

De acordo com o secretário de Orçamento Federal, George Soares, o aumento deve-se à expectativa da adesão de famílias ao programa social depois da pandemia do novo coronavírus. A equipe econômica estima que, no próximo ano, 15,2 milhões de famílias se enquadrarão nos critérios para receber o benefício, contra 13,2 milhões em 2020.

Segundo o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, o Renda Brasil continua a ser discutido dentro do governo e será anunciado “no momento certo”. O futuro programa, que pretende pagar benefícios a parte dos trabalhadores informais que hoje recebem o auxílio emergencial, poderá ser incluído no Orçamento de 2021 por meio de uma emenda no Congresso.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro tinha anunciado que a criação do Renda Brasil estava suspensa porque não aceitaria eliminar, em troca, o abono salarial, espécie de 14º salário pago aos trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos. Nas últimas semanas, a equipe econômica e o Palácio do Planalto têm discutido a fonte de recursos para financiar o novo programa social.

Educação

O Orçamento do próximo ano manterá os gastos do Ministério da Educação superiores aos do Ministério da Defesa. Pelo texto enviado ao Congresso, a Educação terá verba total de R$ 144,538 bilhões, contra dotação de R$ 116,127 bilhões para a Defesa. Nos dois casos, os valores cresceram em relação a 2020.

O orçamento do Ministério da Educação aumentou R$ 1,702 bilhão. A verba da Defesa foi elevada em R$ 1,178 bilhão. Ao considerar apenas as despesas discricionárias (não obrigatórias), importantes para a manutenção de serviços públicos, a Defesa ganhou mais. A dotação aumentou R$ 928 milhões na pasta e a da Educação subiu R$ 276 milhões.