Massa de ar seco e quente deve ficar no país até semana que vem

A massa de ar seco e quente que está sobre o interior do Brasil deve permanecer até a próxima semana, elevando as temperaturas e afastando as possibilidades de chuva, em especial nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. 

A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é que as temperaturas continuem elevadas, com máximas acima dos 30 graus em praticamente todo o Brasil, podendo ter picos de 40°C na região central; e mínimas entre 14°C e 26°C.

De acordo com Maiane Araújo, meteorologista do Inmet, esse é um fato comum nessa época do ano, na entrada da primavera, uma estação de transição. “A atmosfera ainda está se ajustando para sair de um padrão e ir para a outro. Embora tenham ocorrido chuvas há alguns dias, a massa de ar seco volta a se estabelecer, até que as chuvas consigam se firmar de fato”, explicou.

Como a massa quente impede a formação de nuvens, as temperaturas se elevam. Para hoje (29), o Inmet já emitiu alertas de baixa umidade para estados do Sudeste e Nordeste. Os avisos são atualizados diariamente na página do instituto.

Onda de calor atinge o clima do Rio de Janeiro

Mulher usa sombrinha para se proteger do forte calor no Rio de Janeiro  (Arquivo/Agência Brasil/Fernando Frazão)

Os picos de 40°C de temperatura podem acontecer em pontos do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Em Brasília, segundo Maiane, não há indicativo que isso ocorra. O recorde para a capital federal é de 37,7°C, registrado em outubro de 2017.

A especialista disse, ainda, que há a possibilidade de chuvas no interior do país a partir do dia 8 de outubro, mas como essa é uma fase de transição, as previsões sempre podem mudar. Além disso, cada ano tem suas especificidades. Em 2019, por exemplo, a estação chuvosa se estabeleceu na segunda quinzena de novembro. Para este ano, a previsão é que isso aconteça no fim de outubro.

Já essa semana é de chuvas nas regiões Norte e Sul. No Sul, deverá haver concentração de chuvas, principalmente, no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Na Norte, os maiores acumulados deverão ser no noroeste do Amazonas e em Roraima. Já no Nordeste, as chuvas devem ser isoladas e com baixo volume.  

Com vitórias simples, Grêmio e Inter irão às oitavas da Libertadores

Grêmio e Internacional já podem se classificar nesta terça-feira (29) para as oitavas de final da Copa Liberadores da América, de forma antecipada. O Tricolor recebe o Universidad Católica, do Chile, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS), às 19h15 (horário de Brasília). Já o Colorado encara fora de casa o América de Cali, da Colômbia, às 21h30,  na cidade de Cali (Colômbia).Para os times gaúcho avançarem à próxima fase, basta que vençam esta noite os duelos da quinta  e penúltima rodada da competição..

No Grupo E, o Colorado e o Tricolor aparecem nas duas primeiras colocações. Os tradicionais rivais gaúchos possuem a mesma pontuação na LIberta, sete no total. Entretanto, o líder Inter leva a melhor no saldo de gols: marcou três vezes, enquanto o Grêmio  tem apenas um gol.

Os times duelaram no último sábado (27) pelo Campeonato Brasileiro e não conseguiram vencer. O Inter empatou com o São Paulo em  1 a 1, em Porto Alegre (RS). Já o Grêmio sofreu derrota de 3 a 1 para o Atlético-MG,  em Belo Horizonte (MG).

Athletico-PR duela na Arena

Assim como o Colorado, o Athletico-PR também está na ponta do Grupo C, com nove pontos. Se os paranaenses empatarem esta noite contra o Jorge Wilstermann, da Bolívia, em casa, na Arena da Baixada, garantem a classificação para as oitavas. A partida começa  às21h30, em Curitiba (PR). O Furacão foi a única equipe brasileira que venceu os dois jogos pós-retomada da competição – a Libertadores ficou paralisada por meses devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19).

São Paulo na corda bamba 

Entre os sete clubes brasileiros que disputam a competição continental, apenas o São Paulo não está na zona de classificação para a próxima fase. Os tricolores são o terceiro colocado do Grupo D, com apenas quatro pontos. À frente dos paulistas estão a LDU, do Equador, com nove, e o River Plate (ARG), com sete.

Nesta rodada, os são paulinos vão fazer confronto direto com o River e terão de vencer fora de casa, na Argentina, para continuarem vivos na competição. Se empatarem, estão praticamente eliminados. Somente uma combinação de resultados improváveis manteriam a equipe do técnico Fernando Diniz na competição. Já em caso de derrota, serão desclassificados. O jogo será amanhã (30) em Avellaneda, na região metropolitana de Buenos Aires, às 21h30 (horário de Brasília).

Flamengo 

O Rubro-Negro é vice-líder do Grupo A, com a mesma pontuação do líder Independiente Del Valle, do Equador, ambos com nove pontos cada. O time carioca está, matematicamente, garantido nas oitavas: basta empatar nos próximos dois jogos.  Na cola dos cariocas está o Junior  em seis pontos na tabela.

Amanhã (30) será a vez do reencontro com o Del Valle, do Equador,  que aplicou uma goleada (5 a 0) nos rubro-negros, jogando na altitude de Quito, pela terceira rodada. Desta vez, os cariocas vão tentar a revanche em casa, no Maracanã, às 21h30. A sexta e última partida da Fase de Grupos será contra Junior Barranquilla (COL), também no Maracanã.

Santos e Palmeiras 

Com dez pontos na tabela, Peixe e Verdão são os dois únicos representantes brasileiros invictos na competição. Os dois times fizeram campanhas idênticas na competição: cada um soma  três vitórias e um empate. Com este retrospecto, se o Palmeiras empatar com o Bolívar, da Bolívia, nesta quarta (30), carimba o passaporte para as oitavas de final. O jogo terá início às 19h15, no Allianz Parque, em São Paulo (SP), às 19h15, 

O Santos vive situação semelhante. Caso saia com o empate fora de casa contra o Olímpia, do Paraguai, carimba a vaga nas oitavas. O confronto será na quinta-feira (1º de outubro), às 19h, no estádio Manuel Ferreira, em Assunção (Paraguai).

Confira AQUI a classificação da Copa Libertadores da América.

Ipea: renda dos mais pobres foi 32% maior que a habitual em agosto

Cerca de 4,25 milhões de domicílios brasileiros, o equivalente a 6,2% dos lares, sobreviveram, em agosto, apenas com a renda do auxílio emergencial de R$ 600, pago pelo governo federal para enfrentar os efeitos econômicos da pandemia da covid-19. A proporção de domicílios exclusivamente dependentes do auxílio foi maior no Nordeste, ultrapassando os 13% no Piauí e na Bahia.

Entre os domicílios mais pobres, os rendimentos atingiram 132% do que seriam com as rendas habituais em agosto. A ajuda financeira também foi suficiente para superar em 41% a perda da massa salarial entre as pessoas que permaneceram ocupadas.

Os resultados constam do estudo divulgado nesta terça-feira (29) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), intitulado Os efeitos da pandemia sobre os rendimentos do trabalho e o impacto do auxílio emergencial: os resultados dos microdados da PNAD Covid-19 de agosto, que utiliza dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O papel do auxílio emergencial na compensação da renda perdida em virtude da pandemia foi proporcionalmente maior do que no mês anterior”, disse, em nota, o autor da pesquisa Sandro Sacchet.

Em comparação com o mês anterior, a redução da diferença entre a renda efetiva e a habitual foi generalizada. De modo geral, os trabalhadores receberam em agosto 89,4% dos rendimentos habituais (2,3 pontos percentuais acima de julho) – R$ 2.132 em média, contra uma renda habitual de R$ 2.384.

Já os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada receberam 86,1% do habitual contra 85% no mês anterior. Trabalhadores do setor privado com carteira e funcionários públicos continuaram a receber, em média, 95% do rendimento habitual.

A recuperação do nível de renda foi maior entre os trabalhadores por conta própria, que receberam em agosto 76% do que habitualmente recebiam, contra 72% em julho, alcançando rendimentos efetivos médios de R$ 1.486.

Ainda que tenham recuperado parcela mais significativa da perda salarial devido à pandemia, os que trabalham por conta própria continuam tendo um dos menores índices de renda efetiva. O estudo cita como exemplo os trabalhadores de tratamento de beleza e serviços pessoais que receberam em agosto apenas 68,6% da renda habitual, auferindo uma renda média de R$ 1.072. O resultado, porém, é melhor que o de julho, quando receberam 60% da renda habitual.

Outros grupos que sofreram muito com a pandemia, mas que apresentaram maior recuperação em seus rendimentos são os trabalhadores de atividades artísticas, esportivas e recreação (crescimento de 15% da renda); atividades imobiliárias (aumento de 20%); hospedagem (10,5%); serviços de alimentação (7,1%); e transporte de passageiros (7,3%).

Segundo o Ipea, os trabalhadores menos afetados pela pandemia estão na administração pública, na indústria extrativa, nos serviços de utilidade pública, na educação, em serviços financeiros e armazenamento, nos correios e nos serviços de entrega.

No Nordeste, a renda efetiva subiu de 86,7% do habitual em julho para 89,6% em agosto, enquanto o Centro-Oeste continua sendo a região menos impactada (91,8%).

Conforme o estudo, o efeito da pandemia continua mais severo entre os idosos (85,6%) e menor entre os mais jovens (90,8%), e o impacto foi menor entre aqueles com ensino médio ou superior (89% para trabalhadores com médio completo e 91,1% para aqueles com ensino superior).

Ipea: renda dos mais pobres foi 32% maior que o habitual em agosto

Cerca de 4,25 milhões de domicílios brasileiros, o equivalente a 6,2% dos lares, sobreviveram, em agosto, apenas com a renda do auxílio emergencial de R$ 600, pago pelo governo federal para enfrentar os efeitos econômicos da pandemia da covid-19. A proporção de domicílios exclusivamente dependentes do auxílio foi maior no Nordeste, ultrapassando os 13% no Piauí e na Bahia.

Entre os domicílios mais pobres, os rendimentos atingiram 132% do que seriam com as rendas habituais em agosto. A ajuda financeira também foi suficiente para superar em 41% a perda da massa salarial entre as pessoas que permaneceram ocupadas.

Os resultados constam do estudo divulgado nesta terça-feira (29) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), intitulado Os efeitos da pandemia sobre os rendimentos do trabalho e o impacto do auxílio emergencial: os resultados dos microdados da PNAD Covid-19 de agosto, que utiliza dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O papel do auxílio emergencial na compensação da renda perdida em virtude da pandemia foi proporcionalmente maior do que no mês anterior”, disse, em nota, o autor da pesquisa Sandro Sacchet.

Em comparação com o mês anterior, a redução da diferença entre a renda efetiva e a habitual foi generalizada. De modo geral, os trabalhadores receberam em agosto 89,4% dos rendimentos habituais (2,3 pontos percentuais acima de julho) – R$ 2.132 em média, contra uma renda habitual de R$ 2.384.

Já os trabalhadores do setor privado sem carteira assinada receberam 86,1% do habitual contra 85% no mês anterior. Trabalhadores do setor privado com carteira e funcionários públicos continuaram a receber, em média, 95% do rendimento habitual.

A recuperação do nível de renda foi maior entre os trabalhadores por conta própria, que receberam em agosto 76% do que habitualmente recebiam, contra 72% em julho, alcançando rendimentos efetivos médios de R$ 1.486.

Ainda que tenham recuperado parcela mais significativa da perda salarial devido à pandemia, os que trabalham por conta própria continuam tendo um dos menores índices de renda efetiva. O estudo cita como exemplo os trabalhadores de tratamento de beleza e serviços pessoais que receberam em agosto apenas 68,6% da renda habitual, auferindo uma renda média de R$ 1.072. O resultado, porém, é melhor que o de julho, quando receberam 60% da renda habitual.

Outros grupos que sofreram muito com a pandemia, mas que apresentaram maior recuperação em seus rendimentos são os trabalhadores de atividades artísticas, esportivas e recreação (crescimento de 15% da renda); atividades imobiliárias (aumento de 20%); hospedagem (10,5%); serviços de alimentação (7,1%); e transporte de passageiros (7,3%).

Segundo o Ipea, os trabalhadores menos afetados pela pandemia estão na administração pública, na indústria extrativa, nos serviços de utilidade pública, na educação, em serviços financeiros e armazenamento, nos correios e nos serviços de entrega.

No Nordeste, a renda efetiva subiu de 86,7% do habitual em julho para 89,6% em agosto, enquanto o Centro-Oeste continua sendo a região menos impactada (91,8%).

Conforme o estudo, o efeito da pandemia continua mais severo entre os idosos (85,6%) e menor entre os mais jovens (90,8%), e o impacto foi menor entre aqueles com ensino médio ou superior (89% para trabalhadores com médio completo e 91,1% para aqueles com ensino superior).

PF detém secretários de Barbalho por suspeita de desvios na Saúde

A Polícia Federal (PF) prendeu hoje (29), temporariamente, dois secretários de governo do Pará e um assessor do governador Helder Barbalho. Os agentes também realizaram buscas e recolheram documentos no gabinete do governador.

Os secretários estaduais detidos são Parsifal de Jesus Pontes, de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, e Antonio de Pádua, de Transportes. O assessor de Barbalho é Leonardo Maia Nascimento. Outros mandados de prisão temporária e preventiva continuam sendo executados no Pará e no estado de São Paulo.

Em nota, a PF informou que a chamada Operação S.O.S é resultado de uma investigação que apura a suspeita de desvio de recursos públicos na área da Saúde. Segundo a PF, o desvio teria ocorrido entre agosto de 2019 e maio de 2020, por meio da contratação, pelo governo estadual, de organizações sociais (oscips) que assumiram a gestão de unidades hospitalares, entre elas os hospitais de campanha montados em regime de urgência devido à pandemia da covid-19.

Ao menos doze contratos que o governo do Pará assinou com as organizações ligadas aos investigados estão sob suspeita. Somados, estes contratos ultrapassam o valor de R$ 1,28 bilhão. Além de ocupantes de cargo de confiança do governo paraense, há, entre os suspeitos, empresários e operadores financeiros. O próprio governador, segundo nota da PF, Helder Barbalho, é alvo da investigação – embora não seja alvo de mandado de prisão. “Os investigados são empresários, o operador financeiro do grupo, integrantes da cúpula do governo do Pará, além do próprio Chefe do Poder Executivo Estadual.”

No Pará, a ação foi autorizada pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que expediu 12 mandados judiciais de prisão temporária e 41 de busca e apreensão.

A operação ocorre também em São Paulo, onde as Varas de Justiça de Birigui e de Penápolis concederam outros 64 mandados de prisão temporária e 237 de busca e apreensão, que estão sendo cumpridos com o apoio da Polícia Civil. Além disso, ao menos um mandado está sendo cumprido em Goiânia.

Se a suspeita de crimes contra os cofres públicos for comprovada, os envolvidos responderão por fraude em licitações; falsidade ideológica; peculato; corrupção passiva; corrupção ativa; lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Em nota, o governo estadual se limitou a comentar que apoia qualquer investigação cujo objetivo seja proteger o dinheiro público. Procurado pela Agência Brasil, o governador Helder Barbalho ainda não se pronunciou sobre a ação policial.

Até o momento, a reportagem não conseguiu contato com os advogados dos secretários e do assessor detidos nesta manhã.

SP: operação contra desvios na saúde cumpre mandados em 180 municípios

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo fazem hoje (29) uma operação em 180 municípios do estado contra desvios de dinheiro na saúde. A Operação Raio X envolve 816 policiais e 30 promotores para o cumprimento de 237 mandados de busca e 64 de prisão. As irregularidades são apuradas ainda em 57 municípios de outros estados, como Pará, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

A operação é resultado de cerca de dois anos de investigação que apontaram a existência de um esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e profissionais liberais. Segundo a apuração, foram desviados milhões de reais por meio de contratos de gestão de saúde com organizações sociais. Esses termo eram firmados a partir de licitações fraudadas ou superfaturadas.

O governador João Doria disse que determinou que o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, faça um “pente fino” nos contratos que o governo de São Paulo mantém com organizações sociais. “Não vamos tolerar que o estado seja vítima de inescrupulosos”, enfatizou no Twitter ao comentar a operação de hoje.

Bolsonaro diz que está aberto a sugestões para recuperação da economia

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (29) que o governo está aberto a sugestões dos líderes partidários para propostas que visem a recuperação da economia e o enfrentamento dos problemas sociais que podem surgir a partir do próximo ano. O estado de emergência em razão da pandemia da covid-19 acaba em 31 de dezembro, assim como o pagamento do auxílio emergencial aos cidadãos mais vulneráveis.

“O meu governo busca se antecipar aos graves problemas sociais que podem surgir em 2021, caso nada se faça para atender a essa massa que tudo, ou quase tudo, perdeu. A responsabilidade fiscal e o respeito ao teto são os trilhos da economia. Estamos abertos a sugestões juntamente com os líderes partidários”, escreveu em publicação nas redes sociais.

Ontem (28), Bolsonaro anunciou o Renda Cidadã, novo programa de transferência de renda do governo, que substituirá o auxílio emergencial e o Bolsa Família, e será financiado com parte dos recursos de pagamento de precatórios e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A proposta foi acordada entre o governo e líderes da base e deverá ser apresentada na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Pacto Federativo e na PEC Emergencial, que tratam da desindexação dos gastos públicos.

Por outro lado, o governo ainda não alcançou o entendimento sobre o texto da reforma tributária, que deve tratar sobre a desoneração da folha de pagamento das empresas. Em declarações recentes, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a criação de “tributos alternativos” para compensar a desoneração da folha, que, para ele, é necessária para a criação de empregos e renda para a população.

A primeira parte da proposta de reforma tributária do governo já está em tramitação e trata apenas da unificação de impostos federais e estaduais em um futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A segunda parte, sobre a desoneração da folha, ainda depende de um acordo.

Brazil has COVID-19 case tally reaches 4,745,464

The daily report by Brazil’s Ministry of Health, published Monday (Sep. 28) reveals that the country’s confirmed cases of COVID-19 have totaled 4,745,464 since the beginning of the pandemic.

Of these, three percent resulted in death (142,058), 10.9 percent of patients are being treated (519,224), and 86.1 percent of Brazilians who caught COVID-19 have recovered (4,084,182).

From Sunday to Monday, 317 deaths were reported, along with 13,155 new cases. Health authorities also investigate whether 2,533 were caused by the novel coronavirus.

The highest number of cases and deaths was reported in São Paulo (973,142, 35,125), the country’s most populous state.

Confiança dos Serviços cresce 2,9 pontos em setembro, diz FGV

O Índice de Confiança de Serviços, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), teve alta de 2,9 pontos na passagem de agosto para setembro e chegou a 87,9 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos. Essa é a quinta alta consecutiva do indicador, que mede a confiança do empresário do setor de serviços no país.

Onze dos 13 segmentos pesquisados pela FGV tiveram alta na confiança. As avaliações sobre o momento atual, medidas pelo Índice da Situação Atual, variaram apenas 0,1 ponto, para 76,9 pontos.

Já as expectativas em relação aos próximos meses, medidas pelo Índice de Expectativas, cresceram 5,4 pontos em setembro e chegaram a 98,9 pontos, igualando-se ao nível pré-pandemia (fevereiro de 2020).

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de serviços se manteve estável em 81,8%.

Preços na indústria têm maior alta desde 2014: 3,28%

O Índice de Preços ao Produtor (IPP), que mede a inflação de produtos na saída das fábricas brasileiras, registrou inflação de 3,28% em agosto deste ano. Foi a maior alta de preços em um mês desde o início da pesquisa, em janeiro de 2014, segundo dados divulgados hoje (29), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em julho, o IPP teve inflação de 3,22%. Com o resultado de agosto, o índice acumula taxas de inflação de 10,80% neste ano e de 13,74% em 12 meses.

Alimentos sobem 4,07%

As 24 atividades industriais pesquisadas pelo IBGE tiveram alta de preços em agosto, com destaque para os alimentos (4,07%).

“Foram quatro produtos que mais impactaram o resultado da indústria alimentar: farelo de soja, óleo de soja, arroz descascado branqueado e leite esterilizado UHT longa vida”, disse o gerente do IPP, Manuel Campos Souza Neto.

Outras altas de preços importantes foram refino de petróleo e produtos de álcool (6,24%), indústrias extrativas (8,43%) e outros produtos químicos (4,13%).

Entre as quatro grandes categorias econômicas da indústria, o destaque ficou com os bens intermediários, isto é, os insumos industrializados usados no setor produtivo (4,03%).

As outras três categorias de produtos também tiveram alta de preços: bens de capital, isto é, as máquinas e equipamentos usados no setor produtivo (1,62%), os bens de consumo semi e não duráveis (2,94%) e os bens de consumo duráveis (0,60%).