Santos e Olímpia ficam no 0 a 0 na Libertadores

Santos e Olímpia empataram em 0 a 0, nesta terça (15) na Vila Belmiro, no retorno da Libertadores da América. Com o resultado, o Peixe perdeu os 100% de aproveitamento, chegou a 7 pontos e segue líder do Grupo G. A equipe paraguaia soma 5 pontos e ocupa a segunda colocação.

Jogo truncado

O confronto foi truncado do início ao fim, com muita entrega dos times, mas pouca inspiração. A primeira grande chegada do jogo foi do Olímpia. Ortiz avançou pelo meio e chutou de perna esquerda para João Paulo espalmar. O Santos só assustou aos 24 minutos. Soteldo recebeu de Marinho e avançou pela esquerda. O venezuelano tocou para o meio da área, Marinho deixou passar e Pituca chutou nas mãos de Azcona.

O time paraguaio quase abriu o placar dois minutos depois. Pita recebeu pela direita e arriscou de fora da área, obrigando João Paulo a fazer grande defesa. O Santos respondeu aos 31 minutos. Carlos Sánchez tocou para Raniel, que dominou e bateu de virada, por cima do gol paraguaio. O Peixe teve nova oportunidade, aos 37 minutos. Raniel tocou para Soteldo, que entrou na área e chutou rasteiro, na saída de Azcona, que viu a bola bater na trave esquerda.

O Santos continuou melhor no início do segundo tempo. Felipe Jonathan acertou bom chute de fora da área e Azcona espalmou. Dois minutos depois, Soteldo cruzou na cabeça de Carlos Sánchez. Ele ajeitou de cabeça para Raniel, mas o camisa 12 não conseguiu reagir e perdeu grande oportunidade.

Ouça na Rádio Nacional

A partir dos 22 minutos, o Olímpia ficou com um jogador a menos. Rodrigo Rojas deu um carrinho violento em Marinho, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Mesmo com vantagem numérica em campo, o Santos encontrou muita dificuldade para furar a defesa paraguaia, além de cair na catimba adversária. A melhor oportunidade apareceu apenas aos 47 minutos, com Madson, que recebeu sem ângulo, tentou o chute, mas Azcona jogou para escanteio.

Na próxima rodada, o Santos enfrenta o Delfín, quinta-feira (24), às 19h15, no Estádio Jocay, em Manta (Equador). O Olímpia pega o Defensa y Justicia, na quarta-feira (23), às 19h15, no Estádio Noberto Tomaghello (Argentina).

Veja a classificação atualizada da Copa Libertadores.

Bruna Benites destaca Brasileiro Feminino como trunfo para seleção

Mais experiente entre as 24 convocadas pela técnica Pia Sundhage para uma semana de treinamentos na Granja Comary, em Teresópolis (RJ), a zagueira Bruna Benites avalia que a edição deste ano da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino é a mais forte da história do torneio. A experiente defensora, que completa 35 anos em outubro, entende que isso impacta, de forma positiva, no processo de renovação da seleção, da qual já foi capitã.

“Aos poucos, a gente vê novas atletas serem inseridas e acredito que isso se dá devido à competitividade do Campeonato Brasileiro. Acredito que elas merecem as oportunidades que estão tendo na seleção. Temos atletas de nível muito alto que também poderiam estar aqui. O processo é gradativo. A gente está envelhecendo e com essas atletas estando aqui dentro, já participando, tendo a vivência, colocando na seleção a vontade que elas têm, tudo acontece de maneira natural”, analisou a zagueira em entrevista coletiva nesta terça-feira (15).

“Acho que, quanto mais forte a competição nacional, mais aumenta o nível das jogadoras e elas chegam mais preparadas. Isso se reflete na tabela. Há uma diferença mínima de pontos do líder [Santos, com 24 pontos] para o último da zona de classificação [São Paulo, oitavo, com 14 pontos]. É um campeonato bastante equilibrado, que aumenta a responsabilidade de cada uma de nós e facilita o trabalho da Pia, pois ela tem cada vez mais atletas qualificadas para a seleção”, completou.

Devido às restrições para viagens causadas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), além de não ter como realizar amistosos, a seleção só pôde se reunir com atletas que atuam no Brasil. Nesta terça, as jogadoras realizaram um treinamento de compactação defensiva e formação ofensiva pela manhã, com atividades físicas à tarde. A zagueira Tainara (Santos), as meias Carol (São Paulo), Duda e Vanessa (ambas do Cruzeiro) e a atacante Ary Borges (Palmeiras) foram chamadas pela primeira vez à equipe principal.

“Temos um belo futuro pela frente. Quando as atletas chegam aqui, mesmo sendo a primeira vez, não estranham tanto. Pudemos comprovar isso. Todas elas estiveram à vontade. Foi o primeiro treino e em um nível altíssimo. As novatas foram muito bem. Acho que isso será cada vez mais constante, a melhora da intensidade do jogo no Brasil e, consequentemente, a gente melhora o nível da seleção brasileira também”, disse Bruna, que defende o Internacional e esteve nas Olimpíadas de Londres e do Rio de Janeiro.

Além das revelações, a edição deste ano da competição nacional foi reforçada por atletas que estavam no exterior. O Corinthians, por exemplo, repatriou a meia Andressinha no início do ano. O Santos trouxe de volta a zagueira Tayla, que estava em Portugal, enquanto a Ferroviária acertou o retorno da atacante Chú. Durante a paralisação, o Palmeiras teve o adeus da atacante Bia Zaneratto (que havia sido emprestada pelo Wuhan Xinjiyuan, da China, e precisou retornar), mas compensou com a chegada da meia Camilinha.

“Estou muito contente de a liga brasileira estar tão competitiva e de outras meninas também terem retornado para dar essa força e qualidade para nosso campeonato, que pode ser um dos melhores do mundo. Aqui no Brasil, tive a oportunidade de conhecer muitas atletas jovens, porém muito talentosas. Acredito que a Pia também esteja feliz com a oportunidade de observar todo mundo”, finalizou Tayla, também convocada para os treinos na Granja Comary, em entrevista coletiva na última segunda-feira (14).

Confira a classificação da Série A1 do Brasileiro Feminino.

Medida provisória prevê R$ 265 milhões para Educação e Cidadania

Crédito extraordinário de quase R$ 265 milhões vai permitir que o Ministério da Educação use o recurso em gastos adicionais com a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) e do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida). Os exames exigirão o cumprimento dos protocolos de saúde pública e de distanciamento social para evitar o contágio do novo coronavírus (covid-19).

O crédito está previsto na Medida Provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça (15).

O recurso também será usado pelo Ministério da Cidadania no Programa Cisternas, que vai priorizar escolas públicas rurais nas regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. O objetivo é garantir o acesso à água para acelerar o retorno seguro dos alunos às aulas presenciais.

Confiança e Avaí empatam em partida adiada da 3ª rodada da Série B

Em partida adiada da 3ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, Confiança e Avaí empataram em 2 a 2 nesta terça-feira (15). O confronto, disputado no Estádio Batistão, foi marcado pelas polêmicas da arbitragem e emoção até o fim. Com o resultado, o Avaí chegou a 10 pontos e ocupa a 11ª posição. Já o Confiança soma oito pontos, na 16ª colocação.

A partida

O Avaí abriu o placar logo aos 11 minutos. Em cobrança de escanteio de Pedro Castro, Rildo tocou de cabeça para fazer o primeiro da partida. O Confiança respondeu aos 16 minutos. Ítalo driblou Felipe dentro da área e chutou no ângulo esquerdo de Lucas Frigeri, que fez grande defesa. O time de Sergipe voltou a assustar aos 22 minutos. Ari Moura arriscou de longe e Frigeri, mais uma vez, salvou o Avaí.

O time de Santa Catarina marcou o segundo aos 28 minutos, com Pedro Castro. Kelvin passou para o camisa 7, que bateu cruzado, sem chances, para o goleiro Rafael Santos. A arbitragem, no entanto, marcou impedimento, no mínimo, duvidoso.

O Confiança empatou logo no início do segundo tempo. Ari Moura fez boa jogada pelo meio e abriu para Reis. O atacante cruzou na área, Frigeri e Rafael Pereira acabaram se desentendendo, e o zagueiro fez gol contra.

A virada não demorou. Aos 5 minutos, Ítalo recebeu na intermediária e tabelou com André Moritz. O camisa 10 entrou na área do Avaí e bateu colocado no canto esquerdo de Frigeri: 2 a 1.

O Avaí buscou o empate, mas novamente teve um gol anulado. Aos 18 minutos, Rildo entrou sozinho na área e deslocou Rafael Santos. A arbitragem marcou impedimento difícil, levando o técnico Geninho à loucura. Aos 30 minutos, outra polêmica. Rildo recebeu lançamento e Thiago Ennes usou o braço para deslocar o atacante. Pênalti que o árbitro Lucas Canetto Bellote não marcou.

Ouça na Rádio Nacional

Aos 34 minutos, a chance do Avaí finalmente apareceu. Kelvin tentou de letra e a bola bateu na mão de Matheus Mancini. A arbitragem, dessa vez, assinalou o pênalti. Gastón Rodriguez cobrou e Rafael Santos defendeu. No rebote, Valdívia, que invadiu a área durante a cobrança, empatou.

O jogo ainda teve tempo para uma expulsão. Nirley fez falta em Kelvin, recebeu o segundo cartão amarelo, e deixou o Confiança com um a menos nos minutos finais. O Avaí partiu com tudo para cima e teve a bola da virada com Gastón Rodriguez no último minuto, mas o atacante acabou se enrolando sozinho e perdeu a oportunidade.

Na próxima rodada, o Confiança recebe o Guarani, sexta-feira (18), às 19h15, no Batistão. Já o Avaí enfrenta o Sampaio Corrêa, domingo (20), às 11h, na Ressacada.

Veja a classificação atualizada da Série B do Brasileiro.

Athletico-PR vence de virada na Libertadores

No retorno da Libertadores da América, o Athletico-PR venceu o Jorge Wilstermann (Bolívia) por 3 a 2 na noite desta terça-feira (15). O jogo aconteceu no Estádio Félix Caprilles, na cidade boliviana de Cochabamba, que fica a 2.560 metros acima do nível do mar.

As duas equipes estão no equilibrado Grupo C do torneio continental, ao lado do Penãrol (Uruguai) e do Colo-Colo (Chile). Os donos da casa não jogavam há seis meses por conta da pandemia do novo coronavírus (covid-19), e só retornaram há um mês aos treinos. Com este resultado, o Furacão quebrou o tabu de não conseguir vitórias na altitude.

Os anfitriões partiram para o ataque, assim que o juiz apitou. Logo aos 9 minutos, Gilbert Alvarez abriu o marcador. O atacante recebeu lançamento dentro da área e chutou para superar o goleiro Santos. Aos 37, escanteio a favor dos brasileiros. Na cobrança, Fabinho é puxado e o juiz marca pênalti. O experiente argentino Lucho González, de 39 anos, não desperdiça e empata para o Furacão.

Na segunda etapa, em jogada coletiva, Fabinho coloca novamente os bolivianos na frente. O Rubro-negro paranaense não desiste e iguala o placar. Aos 27, Christian passa por dois e desloca o arqueiro Gimenez. Quase no fim do jogo, Serginho é expulso e deixa o Jorge Wilstermann com menos um.

Aos 45, Walter recebe cruzamento da direita, ajeita a bola e chuta para a virada do time paranaense. O atacante não conteve a emoção, pois voltou a jogar após cumprir suspensão por doping, em razão do uso de uma substância para emagrecer. A punição foi de dois anos, e só acabou em julho deste ano. Com 30 anos, a contratação de Walter foi aprovada pela maior parte da torcida, que mostrou ter razão ao dar mais uma chance ao jogador.

Veja a classificação atualizada da Copa Libertadores.

Fux restringe casos de presos que podem ser soltos por covid-19

O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, decidiu restringir casos em que presos podem ser soltos em função da covid-19. 

De acordo com a Recomendação nº 78, assinada hoje (15) pelo ministro, pessoas acusadas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes hediondos e violência doméstica não poderão ser beneficiadas com a revisão da prisão provisória ou do regime de cumprimento de pena. É o primeiro ato de Fux na presidência do CNJ. 

A decisão do ministro restringe a Recomendação nº 62, editada em março pelo ex-presidente Dias Toffoli. A norma anterior abriu a possibilidade de soltura a todos os presos. 

Ao reformular a norma, Fux justificou que o país não pode “retroceder no combate à criminalidade organizada e no enfrentamento à corrupção”. Além disso, o ministro levou em conta o aumento dos casos de violência doméstica durante a pandemia. 

Pelas duas resoluções do CNJ, juízes e tribunais devem reavaliar a necessidade das prisões efetuadas para evitar a propagação do novo coronavírus nas penitenciárias. 

Devem ser priorizados os casos gestantes, lactantes, mães ou pessoas responsáveis por criança de até 12 anos, idosos, indígenas, pessoas deficientes ou que se enquadrem no grupo de risco.

Governo libera R$ 3,8 milhões para combate aos incêndios em MS

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) liberou R$ 3,8 milhões para ações de combate a incêndios florestais em Mato Grosso do Sul, principalmente na região do Pantanal. O anúncio foi feito hoje (15) pelo chefe da pasta, ministro Rogério Marinho. Os recursos poderão atender 79 municípios do estado que sofrem com as queimadas.

O dinheiro será usado para locação de helicópteros, compra de combustível; de equipamentos como mangueiras, esguicho, abafadores, sopradores e piscinas flexíveis; e de máquinas para abertura de aceiros. Aceiros são faixas sem vegetação, que impedem o avanço das chamas.

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, conversou com a imprensa hoje, ao lado de Marinho e da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Azambuja destacou o cuidado que fazendeiros e chacareiros, principalmente, precisam ter para evitar novos focos de incêndio.

“Como a seca é a maior nos últimos 50 anos, precisa ter precaução, cuidado. Vimos que um dos grandes focos de incêndio vizinho de Campo Grande foi por causa de um pequeno cisco no fundo de uma chácara, foi colocado fogo, que espalhou e queimou 100 hectares de eucalipto. Então, esse cuidado é fundamental”.

Situação de emergência

Ontem (14) o governador decretou situação de emergência no estado. Isso agilizou a liberação da verba federal e sua utilização em municípios que não fazem parte do Pantanal. “O decreto de emergência abrange 79 municípios. Ele vai poder atender outras localidades que passam pelo mesmo problema. A agilidade do decreto acelera nossas ações”, acrescentou Azambuja.

O documento também autoriza que voluntários reforcem as ações do Estado em qualquer tipo de vegetação, em áreas legalmente protegidas ou não, e também naquelas onde a fumaça, a fuligem e outros efeitos dos incêndios provoquem a queda da qualidade do ar. O governador lembrou que o estado está recebendo bombeiros do Paraná e de Santa Catarina para ajudar no combate ao fogo. “Existe uma teia de solidariedade entendendo o momento. São muito bem-vindos”.

Além disso, brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), assim como militares das Forças Armadas, já atuam na região em apoio às brigadas locais de combate ao fogo.

Tanto a ministra da Agricultura quanto o governador dizem esperar que a chuva chegue o quanto antes para ajudar a região a superar o problema. “É a união de todos, a precaução que vai fazer com que a gente estanque esse problema até que a chuva chegue. E aí a gente possa plantar uma grande safra novamente”, disse Teresa Cristina. Já Azambuja diz esperar alguma chuva nos próximos dias. “A gente torce para que o clima mude. Já existe alguma expectativa para que no fim de semana mude em algumas regiões”.

A forte seca na região não traz só os incêndios como efeito colateral. Cursos d’água estão secando, enquanto nuvens de fumaça encobrem a paisagem. Estudos mostram que, em breve, os principais rios que cortam o território sul-mato-grossense atingirão os níveis mais baixos dos últimos cinco anos.

A fumaça, o calor e a baixa umidade exigem que a população redobre os cuidados com a saúde. Especialistas recomendam que bebam bastante água, deem preferência a alimentos saudáveis, pouco gordurosos, lavem narinas e olhos com soro fisiológico, utilizem umidificadores se necessário e evitem atividades físicas durante as horas mais quentes do dia.

Governo libera R$ 3,8 milhões para combate aos incêndios no MS

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) liberou R$ 3,8 milhões para ações de combate a incêndios florestais em Mato Grosso do Sul, principalmente na região do Pantanal. O anúncio foi feito hoje (15) pelo chefe da pasta, ministro Rogério Marinho. Os recursos poderão atender 79 municípios do estado que sofrem com as queimadas.

O dinheiro será usado para locação de helicópteros, compra de combustível; de equipamentos como mangueiras, esguicho, abafadores, sopradores e piscinas flexíveis; e de máquinas para abertura de aceiros. Aceiros são faixas sem vegetação, que impedem o avanço das chamas.

O governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, conversou com a imprensa hoje, ao lado de Marinho e da ministra da Agricultura, Teresa Cristina. Azambuja destacou o cuidado que fazendeiros e chacareiros, principalmente, precisam ter para evitar novos focos de incêndio.

“Como a seca é a maior nos últimos 50 anos, precisa ter precaução, cuidado. Vimos que um dos grandes focos de incêndio vizinho de Campo Grande foi por causa de um pequeno cisco no fundo de uma chácara, foi colocado fogo, que espalhou e queimou 100 hectares de eucalipto. Então, esse cuidado é fundamental”.

Situação de emergência

Ontem (14) o governador decretou situação de emergência no estado. Isso agilizou a liberação da verba federal e sua utilização em municípios que não fazem parte do Pantanal. “O decreto de emergência abrange 79 municípios. Ele vai poder atender outras localidades que passam pelo mesmo problema. A agilidade do decreto acelera nossas ações”, acrescentou Azambuja.

O documento também autoriza que voluntários reforcem as ações do Estado em qualquer tipo de vegetação, em áreas legalmente protegidas ou não, e também naquelas onde a fumaça, a fuligem e outros efeitos dos incêndios provoquem a queda da qualidade do ar. O governador lembrou que o estado está recebendo bombeiros do Paraná e de Santa Catarina para ajudar no combate ao fogo. “Existe uma teia de solidariedade entendendo o momento. São muito bem-vindos”.

Além disso, brigadistas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), assim como militares das Forças Armadas, já atuam na região em apoio às brigadas locais de combate ao fogo.

Tanto a ministra da Agricultura quanto o governador dizem esperar que a chuva chegue o quanto antes para ajudar a região a superar o problema. “É a união de todos, a precaução que vai fazer com que a gente estanque esse problema até que a chuva chegue. E aí a gente possa plantar uma grande safra novamente”, disse Teresa Cristina. Já Azambuja diz esperar alguma chuva nos próximos dias. “A gente torce para que o clima mude. Já existe alguma expectativa para que no fim de semana mude em algumas regiões”.

A forte seca na região não traz só os incêndios como efeito colateral. Cursos d’água estão secando, enquanto nuvens de fumaça encobrem a paisagem. Estudos mostram que, em breve, os principais rios que cortam o território sul-mato-grossense atingirão os níveis mais baixos dos últimos cinco anos.

A fumaça, o calor e a baixa umidade exigem que a população redobre os cuidados com a saúde. Especialistas recomendam que bebam bastante água, deem preferência a alimentos saudáveis, pouco gordurosos, lavem narinas e olhos com soro fisiológico, utilizem umidificadores se necessário e evitem atividades físicas durante as horas mais quentes do dia.

Crimes contra a mulher aumentam em agosto no estado do Rio

O número de homicídios dolosos (quando há a intenção de matar) caiu 20% no estado do Rio de Janeiro em agosto deste ano, na comparação com o mesmo período de 2019. Este foi o número mais baixo para o indicador no mês de agosto em toda a série histórica, iniciada em 1991 pelo Instituto de Segurança Pública (ISP).

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (15) pelo ISP, foram registrados no mês passado 256 crimes de morte contra os 320 ocorridos no mesmo mês em 2019. Já os crimes contra a mulher, como estupro, lesão corporal dolosa e ameaça de espancamento aumentaram em agosto em relação ao mês anterior.

Os crimes tipificados pela Lei Maria da Penha caíram 30% em agosto. Apesar da queda no registro das transgressões analisadas, aumentou a proporção de crimes mais graves ocorridos  em casa. No período estudado neste ano, 67,1% dos crimes de violência sexual (58,3% em 2019) e 66% dos de violência física (60,2% em 2019) foram cometidos dentro de casa.

Pandemia

Desde o início da pandemia de covid-19, com a convivência maior dos casais dentro de casa, o número de ligações para o Serviço 190 da Polícia Militar referentes a crimes contra a mulher aumentou 12,2%, na mesma comparação de datas.

No entanto, desde o fim de maio, o registro de vítimas mulheres vem aumentando. Em agosto passado, os números voltaram a se aproximar do patamar de 2019. Na última semana de agosto, contudo, os registros relacionados a violência sexual, psicológica e moral caíram, notadamente na comparação com 2019.

Os feminicídios aumentaram 6,9%, em relação ao total de registros de julho. Já os crimes de lesão corporal dolosa e ameaça contra mulheres diminuíram 9,5% e 11%, respectivamente, na  comparação de agosto de 2019 para agosto deste no. Os estupros aumentaram 6,5% no mês passado ante os números do mesmo mês no ano anterior. Em paralelo com o mês de julho de 2020, houve aumento do número de vítimas para os três delitos: 3,4% a mais para lesão corporal dolosa, 13,4% para ameaça e 24,8% para as vítimas de estupro.

Os crimes violentos letais intencionais (homicídio doloso, roubo seguido de morte e lesão corporal seguida de morte) fizeram 2.492 vítimas de janeiro a agosto. No mês passado, foram 269. Os números são os menores para o acumulado e para o mês desde o início da série histórica, em 1999. Na comparação com o ano passado, o indicador caiu 12% em relação ao acumulado do ano e de 18% na comparação com agosto de 2019.

Outros indicadores

As mortes por intervenção de agentes do Estado também se reduziram: de janeiro a agosto, foram 878, das quais 50 em agosto. Na comparação com o ano passado, houve queda de 30% no acumulado do ano e de 71% em relação a agosto.

De janeiro a agosto, houve 3.516 casos roubos de carga no estado, sendo 416 em agosto. Na comparação com o ano passado, o indicador caiu 33% em relação ao acumulado do ano e 29% ante agosto. Os roubos de veículos também diminuíram na comparação com o mesmo período do ano passado: 17.407, sendo 1.793 em agosto. Em relação a 2019, houve queda de 38% no acumulado do ano e de 44% ante agosto.

Os roubos de rua (roubos a transeuntes, de aparelhos celulares e em coletivos) somaram 49.201 registros de janeiro a agosto, sendo 5.414 em agosto. Na comparação com o ano passado, houve queda de 42% no acumulado do ano e de 45% em relação a agosto.

Covid-19: Brasil tem 1,1 mil mortes e 36,6 mil casos nas últimas 24h

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 1.113 óbitos e 36.653 novos casos relacionados ao novo coronavírus. Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde divulgado na noite desta terça-feira (15).

Desde o início da pandemia, 133.119 pessoas morreram em razão da covid-19. Ontem, o sistema de dados do Ministério da Saúde marcava um total de 132.006 óbitos. Outros 2.445 ainda estão em investigação pelas autoridades de saúde.

Ainda de acordo o balanço diário, o número de pessoas diagnosticadas com covid-19 desde o início da pandemia chegou a 4.382.263. No painel do Ministério da Saúde, o número de casos acumulados ontem estava em 4.345.610.

Do total de infectados,  3.671.128 já se recuperaram da covid-19 desde o início da pandemia, isso representa 83,8%. Atualmente, 578.016 pacientes estão em tratamento, ou seja, 13,2%.

Os números diários são menores aos domingos e segundas-feiras em razão das dificuldades para alimentação pelas secretarias estaduais. Já às terças-feiras, o número em geral é maior em função do acúmulo de registro encaminhado ao painel do Ministério da Saúde.

A letalidade (número de óbitos pelo total de casos) ficou em 3%. A mortalidade (número de falecimentos por 100 mil habitantes) está em 63,3. Já a incidência (total de casos por 100 mil habitantes) subiu para 2085,3.

Covid-19 nos estados

São Paulo é o estado com o maior número de óbitos (32.963), mas vem apresentando queda nos indicadores. Há cinco semanas, São Paulo registra a diminuição na média móvel de mortes por dia e, há duas semanas, redução na média móvel de casos. A queda é lenta, mas tem sido constante.

Rio de Janeiro registra o segundo maior número de mortes (17.180); seguido por Ceará (8.739), Pernambuco (7.914) e Pará (6.387).

As Unidades da Federação com o menor número de mortes até o momento são Roraima (611), Acre (642), Amapá (682), Tocantins (822) e Mato Grosso do Sul (1.106).

Boletim epidemiológico covid-19

Boletim epidemiológico covid-19 – Ministério da Saúde