Brasileiro Feminino: Palmeiras vence Santos, e Corinthians agradece

O Corinthians dependia de um tropeço do Santos, nesta quinta-feira (24), para assumir de vez a ponta da Série A1 (primeira divisão) do Brasileiro Feminino. O tropeço veio e, por ironia, com ajuda do maior rival corintiano. Na primeira vez atuando no Allianz Parque, o Palmeiras derrotou as Sereias da Vila por 2 a 1, de virada. Com as santistas estacionadas nos 24 pontos, o Timão (que foi a 27 na quarta-feira, ao superar o Iranduba, em Manaus, por 2 a 0) é o novo líder da competição.

O Santos abriu o placar aos 38 minutos, em penalidade cobrada pela atacante Larissa. Na etapa final, a centroavante Carla Nunes dominou na entrada da área, pela esquerda, cortou para dentro e bateu no ângulo, deixando tudo igual, aos 10 minutos. A virada veio aos 25, com Bianca. A atacante foi lançada na área, fez o giro e soltou a bomba, definindo a vitória das alviverdes, agora com 20 pontos em quinto lugar.

No outro clássico desta quinta-feira, o Internacional levou a melhor sobre o Grêmio, em Gravataí (RS). O gol da vitória por 1 a 0 saiu aos 10 minutos do primeiro tempo com a atacante Rafa Travalão. Ela aproveitou lançamento na pequena área e bateu na saída da goleira gremista. As Gurias Coloradas foram a 21 pontos, na terceira posição. As tricolores, paradas nos 18 pontos, caíram para sétimo.

Em Campinas (SP), o Avaí/Kindermann derrotou a Ponte Preta por 3 a 0. A atacante Catyellen, com uma bomba de fora da área, colocou as catarinenses em vantagem aos 42 minutos. Três minutos depois, após cobrança de escanteio, a atacante Lelê cabeceou no travessão, a bola rebateu na meia Tauane, na zagueira da Ponte, entrando no gol. Nos acréscimos do segundo tempo, a meia Suzana definiu o placar, que levou as visitantes aos mesmos 20 pontos do Palmeiras, ficando à frente pelo saldo de gols (22 a 10). A Ponte, zerada, é a lanterna.

Confira a classificação da Série A1 do Brasileiro Feminino.

AstraZeneca aguarda aprovação para retomar teste com vacina nos EUA

A AstraZeneca ainda está esperando que a agência reguladora de remédios norte-americana aprove a retomada do teste clínico de sua possível vacina contra Covid-19 nos Estados Unidos quase três semanas depois de ela ser interrompida devido a preocupações de segurança.

O teste norte-americano da candidata a vacina contra Covid-19 da AstraZeneca, desenvolvida inicialmente pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, continua suspenso enquanto inspetores investigam uma doença em um dos participantes, mesmo depois de um estudo britânico e outros programas terem sido retomados fora dos EUA.

“Somos os patrocinadores do estudo dos EUA. Por isso, providenciamos toda esta informação para a FDA (agência reguladora de medicamentos dos EUA) e estamos esperando para ouvir sua decisão”, disse Pascal Soriot, presidente-executivo da farmacêutica, em um debate virtual do Fórum Econômico Mundial.

Alex Azar, secretário dos Serviços Humanos e de Saúde dos EUA, disse na quarta-feira que a manutenção da suspensão mostrou que a FDA está levando a segurança da vacina a sério.

Um documento publicado pela Universidade de Oxford na internet na semana passada disse que a doença em um participante britânico que provocou a interrupção no dia 6 de setembro pode não estar associada com a vacina.

Indagado por que a empresa não revelou detalhes sobre a natureza da doença, Soriot disse que inspetores de testes clínicos e supervisores independentes estão preservando a privacidade dos participantes.

Mesmo assim, a empresa procurará ter mais transparência sem comprometer direitos individuais e ao mesmo tempo evitar que o público e voluntários tirem conclusões erradas, o que poderia ameaçar o recrutamento para o teste.

“Estamos debatendo com outras empresas, como indústria, quais informações podemos oferecer sem comprometer a privacidade dos pacientes, mas também sem comprometer o próprio teste”, disse.

Soriot ainda disse que os testes do protótipo da vacina em crianças ainda não começaram.

O teste britânico, que foi iniciado em maio e recrutou mais de 12 mil voluntários, terá crianças de 5 a 12 anos em um de cada 11 subgrupos.

Em 100º jogo pelo Tricolor, Pepê decide Gre-Nal da Libertadores

No segundo clássico Gre-Nal pela Libertadores, melhor para o Grêmio. Nesta quarta-feira (23), o Tricolor foi superior ao Internacional na maior parte dos 90 minutos e derrotou o maior rival por 1 a 0, pelo Grupo E. O resultado no Beira Rio, pela quarta rodada da primeira fase, levou os gremistas aos mesmos sete pontos do Colorado, que segue na ponta da chave pelo saldo de gols (3 a 1). Os gaúchos têm três pontos de vantagem para o América de Cali, da Colômbia, que está em terceiro.

O triunfo ameniza a pressão em cima do elenco gremista e do técnico Renato Portaluppi, mas em nada ajuda o Inter, que viu o jejum de vitórias no clássico chegar a 10 partidas. Além disso, o Colorado não balança as redes em um Gre-Nal há seis jogos.

O Inter teve a posse de bola em quase 60% do primeiro tempo e deu o único chute à meta dos 45 minutos iniciais, mas foi o Grêmio que comandou as ações. Além de pressionar a saída de bola rival, o Tricolor apostou com êxito na velocidade pelos lados do campo, especialmente na direita, com o atacante Alisson e o lateral Luís Orejuela atacando Matheus Jussa. Volante de ofício, ele atuou improvisado na lateral esquerda no lugar de Uendel, contaminado pelo novo coronavírus (covid-19). A equipe de Renato, porém, finalizou mal quando teve a chance.

Na etapa final, as equipes, enfim, criaram lances de perigo. O Inter teve a primeira oportunidade aos 12 minutos, em uma cabeçada do atacante Thiago Galhardo defendida pelo goleiro Vanderlei. Dez minutos depois, o atacante Pepê recebeu do centroavante Diego Souza e tentou a cavadinha para encobrir o goleiro Marcelo Lomba, mas mandou para fora.

Mas, aos 28, Pepê não desperdiçou. O atacante, em seu 100ª jogo pelo Tricolor, recebeu passe do volante Darlan, cortou para dentro e arrematou de fora da área, no canto esquerdo de Lomba, para abrir o marcador. A resposta colorada veio aos 30, em voleio do atacante Abel Hernandez, defendido por Vanderlei. Quatro minutos depois, o meia Andrés D’Alessandro cobrou falta na área, mas Galhardo, de cabeça, mandou ao lado da meta. O Inter não conseguiu dar sequência à pressão e o Grêmio retomou o controle da partida até o apito final.

As equipes voltam as atenções à Série A do Campeonato Brasileiro. Neste sábado (26), o Internacional recebe o São Paulo no Beira Rio, às 19h (horário de Brasília). Às 21h do mesmo dia, o Grêmio visita o Atlético-MG no Mineirão.

Palmeiras no zero

O Palmeiras ficou no 0 a 0 com o Guaraní, do Paraguai, no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, e perdeu a chance de assegurar a classificação antecipada às oitavas de final da Libertadores. A igualdade manteve o Verdão na liderança do Grupo B, ainda invicto, com 10 pontos, três a frente do próprio time paraguaio.

No primeiro tempo, o Alviverde teve como melhor lance um chute de longe do volante Gabriel Menino, aos 11 minutos, que o goleiro Gaspar Servio espalmou. Aos 29, a resposta do Guaraní veio com o atacante Fernando Fernández, que acertou a trave do goleiro Weverton. Na etapa final, os paraguaios aproveitaram um erro na saída de bola do Palmeiras e assustaram novamente, em um chute de primeira do volante Jorge Morel, que Weverton rebateu.

Pouco inspiradas, as equipes não criaram mais oportunidades e a partida se arrastou até o apito final. Destaque à atuação do zagueiro e capitão Gustavo Gómez, do Palmeiras, que bloqueou diversas tentativas de ataque do Guaraní.

O próximo compromisso do Palmeiras é pelo Brasileirão. Às 16h de domingo (30), a equipe mede forças com o Flamengo, no Allianz Parque. Já pela Libertadores, o Verdão joga na quarta-feira da próxima semana (30), às 19h15, contra o Bolívar, também em casa. Um empate garante o time paulista na próxima fase.

No 100º jogo pelo Tricolor, Pepê decide Gre-Nal da Libertadores

No segundo clássico Gre-Nal pela Libertadores, melhor para o Grêmio. Nesta quarta-feira (23), o Tricolor foi superior ao Internacional na maior parte dos 90 minutos e derrotou o maior rival por 1 a 0, pelo Grupo E. O resultado no Estádio Beira-Rio, pela quarta rodada da primeira fase, levou os gremistas aos mesmos sete pontos do Colorado, que segue na ponta da chave pelo saldo de gols (3 a 1). Os gaúchos têm três pontos de vantagem para o América de Cali, da Colômbia, que está em terceiro.

O triunfo ameniza a pressão em cima do elenco gremista e do técnico Renato Portaluppi, mas em nada ajuda o Inter, que viu o jejum de vitórias no clássico chegar a 10 partidas. Além disso, o Colorado não balança as redes em um Gre-Nal há seis jogos.

O Inter teve a posse de bola em quase 60% do primeiro tempo e deu o único chute à meta dos 45 minutos iniciais, mas foi o Grêmio que comandou as ações. Além de pressionar a saída de bola rival, o Tricolor apostou com êxito na velocidade pelos lados do campo, especialmente na direita, com o atacante Alisson e o lateral Luís Orejuela atacando Matheus Jussa. Volante de ofício, ele atuou improvisado na lateral esquerda no lugar de Uendel, contaminado pelo novo coronavírus (covid-19). A equipe de Renato, porém, finalizou mal quando teve a chance.

Na etapa final, as equipes, enfim, criaram lances de perigo. O Inter teve a primeira oportunidade aos 12 minutos, em uma cabeçada do atacante Thiago Galhardo defendida pelo goleiro Vanderlei. Dez minutos depois, o atacante Pepê recebeu do centroavante Diego Souza e tentou a cavadinha para encobrir o goleiro Marcelo Lomba, mas mandou para fora.

Mas, aos 28, Pepê não desperdiçou. O atacante, em seu 100ª jogo pelo Tricolor, recebeu passe do volante Darlan, cortou para dentro e arrematou de fora da área, no canto esquerdo de Lomba, para abrir o marcador. A resposta colorada veio aos 30, em voleio do atacante Abel Hernandez, defendido por Vanderlei. Quatro minutos depois, o meia Andrés D’Alessandro cobrou falta na área, mas Galhardo, de cabeça, mandou ao lado da meta. O Inter não conseguiu dar sequência à pressão e o Grêmio retomou o controle da partida até o apito final.

As equipes voltam as atenções à Série A do Campeonato Brasileiro. Neste sábado (26), o Internacional recebe o São Paulo no Beira Rio, às 19h (horário de Brasília). Às 21h do mesmo dia, o Grêmio visita o Atlético-MG no Mineirão.

Palmeiras no zero

O Palmeiras ficou no 0 a 0 com o Guaraní, do Paraguai, no estádio Defensores del Chaco, em Assunção, e perdeu a chance de assegurar a classificação antecipada às oitavas de final da Libertadores. A igualdade manteve o Verdão na liderança do Grupo B, ainda invicto, com 10 pontos, três a frente do próprio time paraguaio.

No primeiro tempo, o Alviverde teve como melhor lance um chute de longe do volante Gabriel Menino, aos 11 minutos, que o goleiro Gaspar Servio espalmou. Aos 29, a resposta do Guaraní veio com o atacante Fernando Fernández, que acertou a trave do goleiro Weverton. Na etapa final, os paraguaios aproveitaram um erro na saída de bola do Palmeiras e assustaram novamente, em um chute de primeira do volante Jorge Morel, que Weverton rebateu.

Pouco inspiradas, as equipes não criaram mais oportunidades e a partida se arrastou até o apito final. Destaque à atuação do zagueiro e capitão Gustavo Gómez, do Palmeiras, que bloqueou diversas tentativas de ataque do Guaraní.

O próximo compromisso do Palmeiras é pelo Brasileirão. Às 16h de domingo (30), a equipe mede forças com o Flamengo, no Allianz Parque. Já pela Libertadores, o Verdão joga na quarta-feira da próxima semana (30), às 19h15, contra o Bolívar, também em casa. Um empate garante o time paulista na próxima fase.

Celebração do ano-novo na Times Square, em Nova York, será virtual

A Times Square, em Nova York, vai se despedir de 2020 sem as tradicionais aglomerações de pessoas que marcam a véspera do Ano Novo, com os organizadores da celebração anunciando nesta quarta-feira (23) planos para a realização de um evento menor e virtual em resposta à pandemia de covid-19.

Em um teaser (trailer promocional) preliminar sobre o que deve acontecer em 31 de dezembro, a Times Square Alliance disse que assistir à famosa queda da bola em 2021 será um evento digital para todos, com exceção de um grupo muito limitado de homenageados, que estarão presentes fisicamente com distanciamento social.

“Pessoas de todo o mundo estão prontas para se juntar aos nova-iorquinos nas boas-vindas ao ano novo, com a icônica queda da bola”, disse o prefeito Bill de Blasio em um comunicado. “Um novo ano representa um novo começo, e nós estamos animados para celebrar.”

A comemoração da véspera de Ano Novo na Times Square está entre as maiores do mundo, geralmente atraindo cerca de 1 milhão de pessoas, enquanto mais de 1 bilhão de pessoas assistem pela televisão à queda da bola do topo do One Times Square no momento da chegada do ano novo.

Muitos dos detalhes e o entretenimento ao vivo, que compõem boa parte das horas de celebração que antecedem a contagem regressiva, ainda estão sendo determinados, afirmou a Times Square Alliance, coprodutora do evento.

Mas o presidente da aliança, Tim Tompkins, prometeu aos espectadores “ofertas virtuais, visuais e digitais significativamente novas e aprimoradas”, em uma celebração dos “espíritos corajosos e criativos” que ajudaram as pessoas a superar um ano que muitos prefeririam esquecer.

Médicos creem em revolução no tratamento de câncer em menos de 30 anos

Um estudo conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontou que a maioria dos oncologistas brasileiros acredita que uma revolução tecnológica nos tratamentos de câncer ocorrerá nos próximos 30 anos. Para 36,29% dos profissionais, este é um prognóstico “altamente provável”. Outros 28,66% o consideraram apenas como “provável”. Somando estes dois grupos, 64,95% dos médicos apostam nessa transformação nos tratamentos.

Já 14,18% dos oncologistas também dizem crer em uma revolução, mas avaliam que ela não ocorrerá antes de três décadas. De outro lado, 18,69% consideraram esse prognóstico moderadamente provável ou improvável, seja antes ou após os próximos 30 anos. Além disso, 2,18% afirmaram desconhecer essa possibilidade.

O estudo envolveu a aplicação de um questionário com 21 questões. Ele foi encaminhado no ano passado aos médicos associados a 10 sociedades oncológicas existentes no país. Ao todo, foram obtidas 821 respostas. 

O objetivo dos pesquisadores era investigar algumas percepções dos médicos oncologistas que atuam tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) como no setor privado. Eles buscaram entender como esses profissionais avaliam as possibilidades de incorporação de novas tecnologias no tratamento de câncer e o acesso da população aos recursos disponíveis atualmente. A pesquisa foi coordenada pelo ex-diretor do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Luiz Antonio Santini, e pelo ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Os resultados do estudo mostraram ainda que os oncologistas brasileiros têm feito um bom acompanhamento das inovações tecnológicas: 58% informaram acompanhar regularmente as novidades e outros 34% o fazem de forma moderada. Os médicos também foram questionados sobre suas expectativas em torno da incorporação das novas tecnologias no diagnóstico e no tratamento de câncer. Em relação ao setor privado, 57,77% se dizem otimistas ou muito otimistas, embora a baixa cobertura dos planos de saúde tenha sido apontada como uma barreira para 41,9%.

Já em relação ao SUS, há menos confiança na incorporação das novas tecnologias. O percentual de otimistas ou muito otimistas cai para 40,74%. Entre as principais dificuldades apontadas estão a baixa capacidade de diagnóstico precoce na atenção básica (53,63%), a oferta insuficiente de serviços de diagnóstico (50,29%) e a escassez de recursos financeiros (42,24%).

Monoterapia improvável

Outro dado que consta no estudo é a descrença dos oncologistas acerca da monoterapia, isto é, do desenvolvimento de uma terapia capaz de tratar o câncer de forma definitiva. Para a maioria dos médicos, a forma de enfrentar a doença continuará a ser a politerapia, que envolve a adoção de múltiplas estratégias de tratamento.

A monoterapia foi considerada improvável por 39,12% dos médicos e moderadamente provável por 17,37%. Apenas 7,83% acreditam no desenvolvimento, em até 30 anos, de uma terapia que seja capaz de tratar a doença de forma definitiva. Outros 30,99% creem nessa possibilidade, mas não antes de três décadas.

Os médicos opinaram acerca de nove tecnologias que têm sido consideradas promissoras para o tratamento de câncer no futuro: edição genômica, biópsia líquida, terapia celular, vacinas terapêuticas, vírus oncológicos, imagem molecular, terapias com anticorpos, terapias com RNA e tumor delivery.

As terapias com anticorpos foram consideradas as mais promissoras. Para 76,85% dos médicos, elas podem impactar positivamente o diagnóstico e o tratamento. Esta opinião foi justificada principalmente pela capacidade de se obter uma melhor qualidade de vida do paciente e menos efeitos colaterais. Por outro lado, 36,36% dos oncologistas consideram que há barreiras científicas que dificultam o desenvolvimento dessa tecnologia.

O câncer é a segunda principal causa de morte no mundo de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). A doença causou o óbito de cerca de 9,6 milhões de vítimas em 2018, das quais aproximadamente 70% viviam em países de média e baixa renda. Levantamentos do Inca revelam que, no Brasil, o câncer é a principal causa de morte em mais de 500 municípios.

A expectativa dos oncologistas brasileiros em torno de uma revolução nos tratamentos de câncer é similar ao que se observa em nível mundial. A própria Fiocruz, em um estudo semelhante realizado em 2017 com médicos de outros países, constatou que 60% apostavam numa transformação revolucionária das terapias em menos de 30 anos.

Contas externas têm saldo positivo de US$ 3,7 bilhões

As contas externas registraram saldo positivo em agosto pelo quinto mês seguido, informou hoje (23) o Banco Central (BC).

O superávit em transações correntes, que são as compras e vendas de mercadorias e serviços e transferências de renda do Brasil com outros países, chegou a US$ 3,721 bilhões, o maior resultado positivo já registrado em agosto, na série iniciada em janeiro de 1995. Em agosto de 2019, foi registrado déficit em transações correntes de US$ 3,032 bilhões.

“Essa reversão seguiu tendência observada no mês anterior e decorreu da alta de US$ 2,4 bilhões no superávit da balança comercial de bens e das reduções de US$ 3,5 bilhões e de US$ 882 milhões nos déficits em renda primária e serviços, respectivamente”, disse o BC, em relatório.

Nos oito primeiros meses do ano, as transações correntes tiveram déficit de US$ 8,539 bilhões, contra o saldo negativo de US$ 34,020 bilhões em igual período de 2019.

Em 12 meses encerrados em agosto, o déficit chegou a US$ 25,4 bilhões (1,64% do Produto Interno Bruto – PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país), ante US$ 32,2 bilhões (2,03% do PIB) até julho deste ano.

Balança comercial

Em agosto, as exportações de bens totalizaram US$ 17,810 bilhões e as importações, US$ 11,850 bilhões, resultando no superávit comercial de US$ 5,960 bilhões, contra US$ 3,552 bilhões no mesmo mês do ano passado. De janeiro a agosto, o superávit comercial chegou a US$ 31,870 bilhões, ante US$ 27,462 bilhões do mesmo período de 2019.

Serviços

O déficit na conta de serviços (viagens internacionais, transporte e aluguel de equipamentos, entre outros) atingiu US$ 1,346 bilhão em agosto, ante US$ 2,228 bilhões em igual período de 2019. Nos oito primeiros meses do ano, o saldo negativo chegou a US$ 13,727 bilhões, resultado menor que o registrado de janeiro a agosto de 2019, de US$ 23,087 bilhões.

Viagens internacionais

O resultado das viagens internacionais – que fazem parte da conta de serviços – ficou negativo em US$ 123 milhões, contra US$ 842 milhões em agosto de 2019. O saldo do mês passado é o menor para agosto desde 2005 (US$ 103 milhões).

O saldo de viagens internacionais é formado pelas receitas de estrangeiros no Brasil, no valor de US$ 146 milhões, e os gastos de brasileiros no exterior, de US$ 270 milhões. De janeiro a agosto, as despesas superaram as receitas em US$ 1,892 bilhão, contra o saldo também negativo de US$ 7,872 bilhões em igual período de 2019.

As viagens internacionais têm sido afetadas pelas restrições de entrada e saída dos países e pelas medidas de isolamento social, necessárias para o enfrentamento da pandemia da covid-19.

Rendas

Em agosto, o déficit em renda primária (lucros e dividendos, pagamentos de juros e salários) chegou a US$ 1,188 bilhão, contra US$ 8,165 bilhões no mesmo período de 2019. De janeiro a agosto, o saldo negativo ficou em US$ 28,464 bilhões, ante US$ 39,092 bilhões em igual período do ano passado.

A conta de renda secundária (gerada em uma economia e distribuída para outra, como doações e remessas de dólares, sem contrapartida de serviços ou bens) teve resultado positivo de US$ 295 milhões, contra US$ 325 milhões em agosto de 2019. Nos oito primeiros meses do ano, o resultado positivo chegou a US$ 1,782 bilhão, ante US$ 697 milhões em igual período de 2019. 

De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, a alta do dólar tem incentivado o envio de recursos de brasileiros que moram no exterior para a família no Brasil.

Investimentos

Os ingressos líquidos em investimentos diretos no país (IDP) somaram US$ 1,430 bilhão no mês passado, ante US$ 9,524 bilhões em agosto de 2019. “As incertezas decorrentes da pandemia e seus impactos na economia mundial continuam apesar dos investimentos diretos”, disse Rocha.

De janeiro a agosto, o IDP chegou a US$ 26,957 bilhões, ante US$ 46 bilhões nos oito primeiros meses de 2019. Nos 12 meses encerrados em agosto de 2020, o IDP totalizou US$ 54,5 bilhões, correspondendo a 3,51% do PIB, em comparação a US$ 62,6 bilhões (3,94% do PIB) em julho. Esse é o menor resultado acumulado em 12 meses desde agosto de 2010, quando ficou em US$ 50,795 bilhões.

Em agosto, os investimentos em carteira no mercado doméstico totalizaram ingressos líquidos (descontadas as saídas) de US$ 2,345 bilhões, dos quais US$ 2,045 bilhões em títulos de dívida e US$ 300 milhões em ações e fundos de investimento. 

Nos oito primeiros meses de 2020, houve saídas líquidas de US$ 28,281 bilhões, contra ingressos líquidos de US$ 7,509 bilhões, em período similar do ano passado. A saída registrada de janeiro a agosto é a maior da série do BC, iniciada em 1995.

Rio de Janeiro permanece em Estágio de Atenção por causa da chuva

A cidade do Rio de Janeiro permanece em Estágio de Atenção na manhã desta quarta-feira (23), por conta da forte chuva que cai desde a noite de segunda-feira (21). O estágio é o terceiro em uma escala de cinco e significa que ocorrências impactam na rotina da população. O Rio entrou em Estágio de Atenção às 8h15 de ontem.

Segundo o radar meteorológico do Centro de Operações da Prefeitura (COR), agora pela manhã não há previsão de chuva forte, mas pode ocorrer chuva fraca a moderada isolada nas próximas horas. 

Nas últimas 24 horas, algumas áreas registraram mais chuva do que a média de setembro. Na estação Alto da Boa Vista, a média histórica para setembro é de 148,3mm e o acumulado em 24 horas – por volta das 7h de hoje – era de 201,2mm. A estação Grota Funda registrou 142,0mm em 24 horas, onde a média histórica para o mês é de 107,3mm.

Houve rajadas de vento forte ontem, que chegaram a 70,4 km/h no Aeroporto Santos Dumont e a 64,4 km/h no Forte de Copacabana, às 12 horas de ontem. Às 11h os ventos chegaram a 55,6 km/h na Base Aérea de Santa Cruz e 59,3 km/h na Base Aérea do Campo dos Afonsos.

De acordo com o COR, nesta manhã ainda estavam em andamento bolsões de água na Estrada do Itanhangá e na Estrada de Jacarepaguá. Houve, ainda, alagamento na Estrada Vereador Alceu de Carvalho e no Jardim Maravilha e lâmina d’água na Avenida Borges de Medeiros, na Lagoa Rodrigo de Freitas, na zona sul da cidade. 

Queda de árvores

Ao todo, foram registrados desde a noite de segunda-feira 39 ocorrências relacionadas à chuva, sendo 27 bolsões d’água em vias e 14 quedas de árvore. Uma árvore caiu na Estrada da Pedra Bonita, no Alto da Boa Vista.

Um deslizamento na Estrada da Gávea Pequena deixou a pista interditada. As sirenes do sistema Alerta Rio foram acionadas em 17 comunidades, sendo desligadas às 7h10 de hoje. Os locais que passaram por risco foram a Rocinha, Formiga, Sitio Pai João, Guararapes, Salgueiro, Sumaré, Borel, Santa Marta, Ladeira dos Tabajaras, Cabritos, Escondidinho, Prazeres, Vila Elza, Babilônia, Chapéu Mangueira, Cantagalo e Pavão-Pavãozinho.

A Marinha prorrogou o aviso de ressaca para o litoral do Rio até as 21h de hoje. O alerta é para a ocorrência de ondas de até três de altura. 

Senado aprova prorrogação do contrato de profissionais de saúde no Rio

O Senado Federal aprovou hoje (22) a Medida Provisória (MP) 974/20, que autoriza o Ministério da Saúde a prorrogar contratos de trabalho de 3.592 profissionais temporários de saúde que atuam nos seis hospitais federais localizados no estado do Rio de Janeiro. A matéria segue para sanção presidencial.

“Os enormes esforços na área da saúde pública para enfrentamento dos desafios impostos pela covid-19 simplesmente não autorizam que se abra mão de 3.592 profissionais sem que isso resulte em um sacrifício ainda maior à população do Rio de Janeiro”, disse o relator da matéria no Senado, Confúcio Moura (MDB-RO).

A MP sofreu alterações na Câmara dos Deputados. Dentre elas, foi suprimido o trecho que permitia uma recontratação emergencial de profissionais de saúde cujos contratos tenham se encerrado há menos de 24 meses. Outra mudança foi a extensão do prazo dos contratos para 31 de dezembro de 2020, fim do estado de calamidade decretado no país. O texto original previa 30 de novembro.

À época da edição da MP, em maio, o governo argumentou que manter os médicos, enfermeiros e demais profissionais temporários é essencial para o enfrentamento à covid-19 no estado, então um dos mais afetados pela pandemia.

Coluna – A covid-19 encara de frente a Libertadores-20

Em maio, há pouco mais de quatro meses, as agências de notícias informavam que Guayaquil era o epicentro da pandemia do novo coronavírus no Equador. Um terço dos habitantes da cidade, capital econômica do país, já havia sido infectado. E o Equador é o sexto país com mais número de casos de infectados e de mortes entre os dez países da América do Sul.

Não vamos dizer, de forma irresponsável, que esse é o motivo de sete jogadores do Flamengo, além de dois integrantes da comissão técnica – até o momento – terem contraído covid-19. Desde terça-feira passada (15) a delegação rubro-negra está no Equador. O time jogou quinta-feira (17), em Quito, e vai jogar nesta terça-feira (22), exatamente em Guayaquil. Mas no mínimo se faz necessário investigar os procedimentos sanitários adotados naquele país para receber uma delegação estrangeira, que saiu do Brasil com resultados negativos nos testes feitos até a véspera da primeira partida e que agora, podemos dizer, vive quase um drama, pela incerteza da saúde e das complicações que podem advir dessa contaminação e de quantos casos ainda poderão surgir.

Pensando primeiro na questão sanitária: e se o Flamengo tivesse voltado ao Brasil? Teria sido aqui, após contato com familiares, que Isla, Diego, Matheuzinho, Michael, Filipe Luís, Bruno Henrique e Vitinho se descobririam contaminados. Além deles, o médico Marcio Tannure e o auxiliar técnico e ex-zagueiro Juan. Vejam que situação preocupante! E o que fazer agora, na volta ao país, do restante do grupo? Como assegurar que nenhum outro está infectado? Vamos lembrar que há casos de resultados negativos num dia e positivos um ou dois dias depois.

Na questão esportiva mais imediata, é evidente que o Flamengo entrará em campo em grande desvantagem contra o Barcelona, não só no aspecto técnico, mas principalmente emocional. Isso se a partida não for adiada, como já se fala, por iniciativa das autoridades municipais locais. O regulamento não permite o adiamento do jogo, e, entre nós, é melhor jogar e voltar ao Brasil do que ser obrigado a regressar ao Equador em outra ocasião. Mas e para frente? Afinal, nas próximas fases o Flamengo poderá encontrar um adversário de lá.

No domingo o Flamengo terá o Palmeiras, rival direto na briga pelo título do Brasileirão. Como jogar? Não há risco de contaminar os adversários? O que a CBF vai fazer? Já houve casos em outras divisões de adiamento de partidas – aliás, na Série A, temos o exemplo da partida Goiás x São Paulo, um pouco diferente, de fato, mas tão preocupante quanto.

E a Conmebol? O jogo do Flamengo ainda é pela fase de grupos e por mais que uma nova derrota deixe o time em posição delicada na tabela, a classificação para a próxima fase pode ser assegurada nos dois jogos que o time fará no Rio. Mas e se isso acontecer na fase de jogos eliminatórios? O prejuízo será infinitamente maior, e a Conmebol não poderá adiar os jogos, pois a alegação utilizada agora para não adiar a partida terá de ser usada no futuro da mesma forma. Ou haverá prejuízo para o Flamengo.

Semana passada comentei nesse mesmo espaço sobre a preocupação que havia com a volta da Libertadores, fazendo com que as pessoas entrassem em países com situações diversas no combate à pandemia. Infelizmente essa questão está se confirmando.

Por Sergio du Bocage, apresentador do programa “No Mundo da Bola”, da TV Brasil